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Arquitetos planejam manifesto pela valorização dos profissionais que não praticam a chamada RT

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Por Letícia Wilson / julho 4, 2018

 

Nesta quarta-feira, dia 4 de julho, escritórios de arquitetura vinculados à AsBEA Santa Catarina estarão reunidos para um importante debate sobre a chamada Reserva Técnica, como é conhecida a prática de pagamento de comissão financeira por fornecedores de produtos e lojistas do setor pela indicação junto a clientes. A prática é considerada antiética e ilegal pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), com base na legislação que regulamenta o exercício da profissão.

 

A intenção da AsBEA/SC é a construção de um manifesto pela valorização dos profissionais que não praticam a RT e, também, o planejamento de uma ação estratégica, em parceria com as lojas e indústrias da construção civil associadas, para combater a prática em benefício dos arquitetos. “Eu realmente acredito que a sobrevivência dos arquitetos, dos escritórios e das lojas não depende desse comissionamento. A relação comercial não é mais, hoje em dia, vinculada pelo pagamento financeiro, e sim pelo bom relacionamento que temos com as lojas, ou seja, um relacionamento de confiança, acreditando no produto e na pessoa que está nos atendendo. É outro tipo de relação que se estabelece”, afirma a arquiteta e urbanista Tatiana Filomeno, presidente da AsBEA/SC. Segundo ela, este é um assunto que vem sendo debatido pela entidade há alguns anos, mas ainda sem definições conclusivas. “Acredito que seja um processo e, no meu ponto de vista, está evoluindo rapidamente”, avalia.

 

Nos demais estados da região Sul, as entidades representativas dos arquitetos apresentam opiniões semelhantes. “O posicionamento é de valorização da profissão, sim. Não é uma guerra contra a RT, mas a valorização de quem não pratica a RT”, destaca o arquiteto Keiro Yamawaki, presidente da AsBEA no Paraná.  No Rio Grande do Sul, a AsBEA vem trabalhando na defesa e valorização profissional do arquiteto e dos escritórios de arquitetura por meio de conteúdo qualificado e relacionamento com o mercado. “Não é, portanto, um órgão fiscalizador, mas uma entidade representativa que busca o aprimoramento constante da categoria”, enfatiza o arquiteto Paulo Henrique Rodrigues, presidente da AsBEA/RS. A respeito da questão específica da Reserva Técnica, o dirigente observa que o estatuto do CAU tem dispositivos claros sobre atuação ética. “O compromisso de nossa associação é fortalecer a atuação transparente e reconhecida de nossos associados”, complementa Paulo Henrique.

 

 

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